Resumo
O que os jovens pensam sobre a política? Como enxergam e avaliam mecanismos formais da lógica representativa? Quanto demandam de conhecimento, reconhecendo a escola como importante local para o desenvolvimento de tais conteúdos políticos? O presente artigo busca dialogar com tais questões analisando, comparativamente, a percepção de jovens estudantes do terceiro ano do ensino médio de escolas públicas de Itapevi, Grande São Paulo, e da capital paulista envolvidos em atividades de educação política desenvolvidas pela Câmara Municipal de Itapevi e pela Fundação Konrad Adenauer. A análise é quantitativa e se dará por meio da avaliação dos resultados de questionários padronizados e auto preenchidos. O intuito é contribuir para o debate acerca da visão política dos jovens e adensar debates que buscam comparar as visões de estudantes de diferentes cidades. Parte-se da hipótese de que tais discentes têm percepções próximas, não servindo “a cidade” como variável explicativa de fenômenos atrelados a tais percepções, o que corrobora comparativos feitos entre Suzano-SP e Araraquara-SP, e entre São Paulo-SP, Belém-PA e Macapá-AP.Referências
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